Artigo: Specific Collagen Peptides Improve Bone Mineral Density and Bone Markers in Postmenopausal Women-A Randomized Controlled Study.

https://www.mdpi.com/2072-6643/10/1/97/htm

Autores: König DOesser SScharla SZdzieblik DGollhofer A.

Data de publicação:  Janeiro de 2018.

 

INTRODUÇÃO

Como fatores de risco para osteoporose destacam-se a falta de atividades física, desnutrição, ingestão de drogas, envelhecimento, gênero, predisposição familiar e outros. Atualmente existem muitas abordagens que preconizam a prevenção e tratamento da doença, o que é de extrema importância para a saúde, pois as fraturas ocorrentes são responsáveis pela dor crônica, inatividade e invalidez em idosos. As abordagens terapêuticas para a osteoporose são classificadas em farmacológicas e não farmacológicas. A última classificação se refere a interrupções de fatores de risco modificáveis, como redução do consumo de álcool e tabaco, prática de atividades físicas e suplementação de cálcio e vitamina D.

Essas terapias básicas possuem efeito protetor contra a perda adicional de densidade mineral óssea (DMO) apesar de não apresentarem efeito relativo ao aumento da DMO. Com isso, estudos pré-clínicos mostraram que a administração de peptídeos de colágeno aumenta o componente orgânico dos ossos, melhora o metabolismo e a microarquitetura óssea, aumenta a resistência biomecânica das vértebras, e quando associada a calcitonina tem efeitos benéficos em mulheres no período pós-menopausa.

Em um estudo, a suplementação com peptídeos de colágeno levou a uma redução da excreção de produtos de degradação do colágeno ósseo, em comparação ao tratamento com placebo e a um efeito anabólico do tratamento. Portanto, este artigo tem o objetivo de  testar os efeitos a longo prazo de uma suplementação específica de peptídeos bioativos de colágeno na DMO da coluna lombar e do colo femoral, determinada por DXA (absortometria radiológica de dupla energia).

Neste estudo, foram estratificadas  mulheres de 46 a 80 anos de idade, no período pós-menopausa receberam 5g de peptídeos de colágeno específico por dia ou 5g de maltodextrina como placebo, por 12 meses.

MÉTODOS

Cerca de 131 mulheres no período pós menopausa com uma densidade mineral óssea reduzida (no colo do fémur ou na coluna lombar) foram incluídas no estudo, sem nenhum diagnóstico de doenças crônicas ou comorbidades. As participantes foram alocadas aleatoriamente em grupos intervenção e controle. O conteúdo ingerido por cada grupo (SCP ou maltodextrina) eram diluídos em água e consumidos antes do café da manhã. Os dois grupos participaram de atividades físicas e foram encorajados a tomar suplementos de cálcio e vitamina D em uma dose diária de aproximadamente 0,5-0,8 g (dependendo do peso) e 400-800 IU, respectivamente.

Os participantes escreveram em um diário todos os efeitos colaterais ou alguns problemas relacionados ao uso do suplemento investigado. No início e final do estudo foram coletadas amostras de sangue para analisar os marcadores ósseos e avaliar a segurança do produto e suas reações adversas.

O comportamento alimentar, como a ingestão de macronutrientes, cálcio e vitamina D, e a prática de atividade física, como quantidade, intensidade e calorias queimadas, também foram avaliados e considerados para este estudo.

Os suplementos dados aos participantes eram peptídeos de colágeno bioativos específicos (SCP) com um peso molecular médio e maltodextrina, como placebo. Ambos possuíam o mesmo sabor, cor e textura. O tamanho das amostras foi determinado partindo do pressuposto de que a densidade mineral óssea de mulheres na pós-menopausa entre 50-59 anos é de 0,99 ± 0,1 g / cm². Contando com a taxa de desistência do estudo, no final foram avaliados 64 participantes de cada grupo.

RESULTADOS

Durante o estudo não foram observados efeitos colaterais ou achados patológicos referentes ao uso das substâncias em questão.

No início do estudo, os participantes do grupo SCP tiveram densidade óssea mais baixa em comparação ao grupo placebo, além disso, o IMC, apesar de estar na faixa de normalidade, também se encontrava distinto nos grupos. Fora esses dados, mais nenhum outro foi encontrado com diferenças estatisticamente significativas para o estudo.

Observou-se que durante o estudo, a densidade mineral óssea aumentou significativamente na coluna e colo femoral após o tratamento com SCP, enquanto o grupo placebo não apresentou mudanças para este parâmetro. No grupo SCP a DMO aumentou quase 3% na coluna vertebral e 6,7% no colo do fêmur, enquanto no mesmo período a DMO do grupo placebo diminuiu em 1,3% para coluna vertebral e 1% no colo femoral.

Amostras de sangue foram coletadas para avaliar os biomarcadores específicos para formação e degradação óssea nos dois grupos. No início do estudo, tanto os marcadores de formação quanto degradação apresentaram-se iguais em ambos os grupos, porém, durante o experimento, o marcador de formação óssea (P1NP) apresentou-se em aumento no grupo SCPenquanto no grupo placebo nenhuma concentração do marcador foi avaliada. Em relação ao marcador de degradação (CTX1) houve um aumento significativo no grupo placebo e nenhuma alteração no grupo SCP.

Quanto a ingestão alimentar e prática de atividades físicas não houve diferenças importantes entre os grupos, apenas a ingestão da vitamina D que foi menor que a recomendada nos dois grupos, antes e depois da intervenção. Fora isso, observou-se que a pressão arterial no grupo SCP diminuiu ao longo do estudo, enquanto o grupo placebo permaneceu com pressão constante.

DISCUSSÃO

O principal resultado obtido foi que os peptídeos de colágeno específicos aumentaram significativamente a densidade mineral óssea (DMO) na coluna vertebral e no colo femoral de mulheres no período pós-menopausa, enquanto o grupo que recebeu placebo apresentou diminuição na DMO devido ao aumento significativo de marcadores de degradação óssea. Devido a esta diminuição, o grupo SCP apresentou DMO 4,2% maior na coluna vertebral e 7,7% maior no colo femoral, considerado efeito clinicamente relevante no tratamento. A ingestão de peptídeos de colágeno específicos também estimulou o aumento de biomarcadores de formação óssea, o que colaborou para os resultados positivos obtidos. O autor investigou dois estudos que avaliaram os efeitos de peptídeos de colágeno nos marcadores de formação e degradação de DMO. Em um deles, foi utilizada a associação de peptídeos de colágeno e calcitonina a fim de inibir os marcadores de degradação da DMO.

Apesar de estudos como este ainda serem escassos, alguns experimentos realizados com células in vivo em roedores mostraram que peptídeos de colágeno podem melhorar a formação óssea e aumentar a DMO, por serem rapidamente absorvidos no trato gastrointestinal e por atuarem como moléculas de sinalização, influenciando positivamente os processos anabólicos. O colágeno é o maior constituinte da massa óssea e os estudos com roedores mostram que peptídeos de colágeno aumentam significativamente as substâncias orgânicas dos ossos, resultando no aumento da DMO.

Mesmo com os resultados encorajadores deste estudo e de outros, a maior necessidade de investigar estes resultados em humanos. Além de seus efeitos, também é necessário abranger as investigações sobre momento ideal do uso de peptídeos de colágeno, assim como sua dosagem e efeitos a longo prazo.


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