Os nutracêuticos têm potencial para aumentar a resposta do interferon tipo 1 aos vírus de RNA, incluindo Influenza e Coronavírus

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0033062020300372?fbclid=IwAR3G1caRzUD_MqQeiEUIk0rzwH10N45jSMuobLf-WTda5p2v_hAgvt3DhVY

Autores: Mark F.McCartyaJames J.DiNicolantonio

À luz da preocupação mundial com o recente surto de uma nova cepa mortal de coronavírus na China, é fortuito relatar que duas recentes descobertas apontam para medidas nutracêuticas eficazes para potencializar a resposta do interferon tipo 1 aos vírus RNA.

 

ativação do receptor toll-like 7 (TLR7) pelo RNA viral de fita simples preso nos endossomos fornece um estímulo chave para a indução de interferon tipo 1 por vírus de RNA1  Selemidis e colegas demonstraram recentemente que, dentro dos endossomas dos macrófagos alveolares humanos, esses vírus evocam a produção de superóxido pelos complexos NADPH oxidase dependentes de NOX2; a presença de TLR7 é necessária para esse efeito2 Além disso, a geração subsequente de peróxido de hidrogênio nesses endossomos leva a uma oxidação do Cys98 no TLR7 que bloqueia a capacidade desse receptor de transmitir um sinal que aumenta a produção de interferon tipo 1Dessa forma a produção de oxidante dependente de NOX2 (evocadas pelos vírus RNA) inibe a sinalização de TLR7. Esse fenômeno foi demonstrado com uma ampla gama de vírus RNA, incluindo rinovírus, vírus sincicial respiratório, vírus parainfluenza humano, vírus metapneumonia humano, vírus Sendai, vírus Dengue, Covid e HIV.

 

Esses achados apontam para a possibilidade de que os nutracêuticos capazes de inibir o NOX2, promover a depuração do peróxido de hidrogênio ou auxiliar a restauração da estrutura nativa do Cys98 no TLR7possam aumentar a indução mediada por TLR7, do interferon tipo 1 e dos anticorpos antivirais mediados por TLR7.

 

As baixas concentrações intracelulares de bilirrubina não conjugada, geradas pela ativação da heme oxigenase-1 (HO-1) inibem a atividade da NADPH oxidase dependente de NOX2 e potencializam a resposta do interferon tipo 1 ao vírus influenza.  Os nutracêuticos indutores da fase 2, como ácido ferúlico, ácido lipóico ou sulforafano promovem a indução de HO-1 e, portanto, podem ter alguma utilidade para aumentar a resposta do interferon tipo 1.

 

O cromóforo da ficocianobilina (PCB) das cianobactérias (como a espirulina) demonstrou imitar a atividade inibidora da NAPDH oxidase da bilirrubina não conjugada. Esse fenômeno explica muitos dos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios atribuídos à espirulina. Portanto, a ingestão de espirulina ou de seus extratos enriquecidos em PCB pode ter potencial para aumentar a resposta do interferon tipo 1 no contexto da infecção pelo vírus RNA.

 

Os nutracêuticos indutivos da fase 2, induzem diversas enzimas peroxidase e promovem a síntese de glutationa (que também pode ser promovida pela administração de N- acetilcisteína) que demonstrou ser protetora em roedores infectados com influenza.

 

deficiência de selênio tem sido vista em diversas partes do mundo e a deficiência de selênio também aumenta a taxa de mutação dos vírus, promovendo a evolução de cepas mais patogênicas. Portanto garantir a adequação do selênio na nutrição também pode ser apropriado nesse contexto

 

A reação inflamatória excessiva no parênquima pulmonar recorrida por infecções virais pode ser impedida pelo impacto anti-inflamatório dos nutracêuticos antioxidantes. Esses nutracêuticos podem diminuir a disseminação viral e enfraquecer a sinalização pró-inflamatória nas células endoteliais.

 

Duan e colegas  demonstraram que ratos alimentados com uma dieta enriquecida em glucosamina (2,5% em peso) aumentou consideravelmente a sobrevivência de camundongos infectados pelo vírus influenza. Esta descoberta indica a possibilidade de que a suplementação com altas doses de glucosamina possa ajudar na prevenção e controle de infecções pelo vírus RNA. A dose alimentar empregada neste estudo é bastante alta no contexto de experiências clínicas anteriores (2,5% de uma dieta humana que fornece 400 g de peso seco diariamente corresponderia a 10 g de glucosamina).

 

zinco também oferece função efetiva na proliferação de diversas células imunológicas. O extrato de sabugueiro, rico em antocianinas, possui benefícios na gripe e no resfriado.

 

No que diz respeito a prevenção e controle de infecções por vírus RNA, os nutracêuticos podem incluir também a beta-glucana de levedura de cerveja (que pode amplificar a ativação das células dendríticas através dos receptores dectina-1 e CR3) pois, possui clinicamente comprovado efeito imunoestimulante. 

 

A Tabela 1 oferece algumas sugestões preliminares para os níveis de dosagem dos agentes discutidos acima que podem valer a pena para o controle de vírus RNA.

 

Sugestões de dosagem diárias provisórias para nutracêuticos que podem ajudar no controle de vírus RNA, incluindo influenza e coronavírus
Ácido ferúlico 500-1.000 mg
Ácido lipóico 1.200-1.800 mg (em vez de ácido ferúlico)
Espirulina 15 g (ou 100 mg de PCB)
N-acetilcisteína 1.200–1.800 mg
Selênio 50-100 mcg
Glucosamina 3.000 mg ou mais
Zinco 30-50 mg
Betaglucana de Levedura (Wellmune®) 250-500 mg
Sabugueiro 600-1.500 mg

 

Os b-glucanos são polissacarídeos que constituem a estrutura da parede celular de leveduras, fungos e alguns cereais, que se diferenciam pelas ligações entre as unidades de glicose. Uma fonte importante desses polímeros é a parede celular de Saccharomyces cerevisiae, uma levedura amplamente utilizada em processos industriais de fermentação. O betaglucano é considerado um modificador da resposta biológica devido ao seu potencial imunomodulador. Quando é reconhecido por receptores celulares específicos, tem a capacidade de melhorar a resposta imune do hospedeiro por estimúlo as células dendríticas (células apresentadoras de antígenos), fundamentais na resposta imune inata e adquirida.

O Wellmune® é um beta-(1,3/1,6)-glucano de levedura, patenteado por uma empresa líder mundial nesse segmento. É extraído da parede celular da Saccharomyces cerevisiae. É um  “ingrediente herói”, já que seu amplo volume de pesquisas clínicas com seres humanos publicadas e revisadas demonstram a  eficácia para o auxílio imunológico diário e a saúde das vias respiratórias superiores.


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É uma mistura alimentar pronta para o consumo à base de Wellmune ® (250 mg betaglucana de levedura), Lactoferrina (100 mg) e Cranberry (300 mg), acrescida de vitamina C, vitamina B-12, colina e fibras. Sem açúcar, sem corante, sem glúten e com sabor Cranberry e Limão

Sugestão de Consumo: Adicione 1 sachê em 1 copo com 150ml de água e mexa até a dissolução completa do produto. Ingerir uma a duas vezes ao dia (250 a 500mg de betaglucana de levedura, respectivamente), conforme indicação do nutricionista ou médico.

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