Insights moleculares sobre os potenciais antiestresse do extrato de própolis verde brasileiro e seu constituinte Artepillin C

Artigo original: Molecular Insights into the Antistress Potentials of Brazilian Green Propolis Extract and Its Constituent Artepillin C.

Autores: Ashish Kaul, Raviprasad Kuthethur, Yoshiyuki Ishida, Keiji Terao, Renu Wadhwa and Sunil C. Kaul.


A própolis, um importante componente estrutural das colmeias com a função de proteção, é produzida pelas abelhas através de uma mistura da sua saliva com a variedade botânica regional. Os dois principais tipos são: a própolis da Nova Zelândia, que possui CAPE (Caffeic Acid Phenethyl Ester) e a própolis verde brasileira que possui Artepillin C (ácido 3,5-diprenil-4-hidroxicinâmico, ARC) como pré-compostos bioativos predominantes. Além desses principais bioativos, uma grande variedade de compostos, incluindo flavonóides, ácidos fenólicos, ésteres, terpenóides, esteróides, aminoácidos e derivados do ácido cinâmico, foram identificados e são considerados como fonte de pesquisa farmacológica popular. Os estudos constatam uma vasta gama das atividades biológicas encontradas na própolis que incluem ações antibacteriana, antiviral, antifúngica, anti-inflamatória e antitumoral. Ultimamente também está sendo utilizada em cosméticos e suplementos funcionais. Outros estudos revelaram que os componentes da própolis, incluindo CAPE e ARC, possuem atividades anticancerígenas multimodais que funcionam por meio de vias que incluem estresse mitocondrial, ativação de proteínas supressoras de tumor, atividade anti-inflamatória e ativação da sinalização de danos ao DNA.
No atual estudo, foi investigada uma grande variedade de dose-resposta, onde se recrutou baixas doses do produto denominado Extrato Supercrítico de Própolis Verde (GPSE) e Artepillin C (ARC) para investigar seu potencial antiestresse usando ensaios baseados em células in vitro. Foi verificado que tanto o GPSE quanto o ARC têm a capacidade de desagregar proteínas agregadas induzidas por metal e calor. A agregação de proteína verde fluorescente (GFP) induzida por metal foi reduzida em quatro vezes em células tratadas com GPSE e ARC. Da mesma forma, enquanto o dobramento incorreto da proteína luciferase induzido pelo calor mostrou 80% de perda de atividade, as células tratadas com GPSE ou ARC mostraram 60-80% de recuperação. Além do mais, foi demonstrada sua pró-hipóxia (marcada pela regulação positiva de HIF-1) e neurodiferenciação (marcada pela morfologia de diferenciação e regulação positiva da expressão de GFAP, β-tubulina III e MAP2). O GPSE e o ARC ofereceram proteção significativa contra o estresse oxidativo.
Por meio de uma multiplicidade de experimentos baseados em células, confirmaram- se que as baixas doses não citotóxicas de extrato supercrítico de própolis verde brasileira e Artepillin C possuem potenciais antiestresse e ofereceram proteção contra estresse oxidativo, agregação de proteínas e hipóxia, além de promoverem a diferenciação de células derivadas do cérebro. O estudo comprovou que o extrato de própolis verde e a Artepillin C podem ser favoráveis no tratamento de distúrbios relacionados à agregação de proteínas e hipóxia, frequentemente associados a patologias relacionadas à senilidade.


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