Artigo: Optimal Protein Intake during Weight Loss Interventions in Older Adults with Obesity.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30806592

Autores: Rima Itani Al-Nimr, MS.

Data de publicação: 26 de fevereiro de 2019.

INTRODUÇÃO

Nos Estados Unidos, os idosos enfrentam uma crise de obesidade que afeta atualmente cerca de 40% da população com mais 60 anos de idade. A obesidade gera riscos à saúde, podendo aumentar tanto a incidência de doenças crônicas, quanto seus índices de mortalidade. Entre essas doenças, as mais comuns são as cardiovasculares, diabetes, hipertensão e certos tipos de câncer. Além disso, em adultos mais velhos, a obesidade está relacionada ao declínio funcional, aumento da incapacidade, polifarmácia e depressão.

Alterações na composição corporal durante o processo de envelhecimento também podem levar a sarcopenia. A sarcopenia é definida como uma síndrome complexa e multifatorial, que promove a perda de massa magra com a perda simultânea da força e função muscular e esquelética. Trata-se de uma síndrome altamente prevalente, que acomete de 20 a 50% dos idosos. Quando é associada a obesidade, chamada de obesidade sarcopênica, gera efeitos negativos e prejudiciais à saúde.

Para melhorar esta condição clínica, a perda de peso controlada é uma estratégia eficiente que promove a recuperação da funcionalidade e qualidade de vida. Porém, durante o processo de perda ponderal não ocorre somente a perda de massa gorda, mas também a de massa magra, especificamente de massa muscular, o que pode potencializar o desenvolvimento da sarcopenia. Para atenuar este efeito colateral, a realização de exercícios de resistência e a ingestão alimentar de macronutrientes, especialmente de proteínas, são indicadas para combater a perda de massa muscular e consequentemente a sarcopenia.

Como as recomendações de ingestão diária para adultos são mais elevadas, a suplementação dietética de proteínas desempenha um ótimo papel quanto a preservação de massa corporal magra, melhorando os resultados durante o processo de perda ponderal. Por isso, o objetivo dessa revisão é discutir a ingestão de proteínas durante a intervenção para perda de peso em pessoas com 60 anos ou mais.

MÉTODOS

Para a revisão, foram incluídos apenas 13 ensaios clínicos randomizados envolvendo adultos de 60 anos ou mais com obesidade, apresentando média de IMC 30kg/m², durante o processo de perda ponderal, com uso de intervenções dietéticas e exercícios físicos.

RESULTADOS

Aumentando a proteínas de alimentos fonte

Oito ensaios usaram o método de oferecer de 20 a 30% da ingestão calórica diária derivada de proteínas para os grupos de intervenção, associada a uma redução calórica de 500 a 1000 kcal para perda de peso. Os estudos duraram de 3 a 12 meses e a perda de peso ocorreu em todos os grupos intervenção. Outros 3 estudos observaram redução significativa no peso corporal e na massa gorda, mas não tiveram mudanças quanto a massa magra.

Os estudos notaram que, quando o plano nutricional com maior concentração de proteínas (20% do valor calórico diário) era associado ao treino de resistência, a preservação de massa magra era significativamente maior do que quando comparado aos grupos de ingestão proteica isolada. Além disso, observou-se aumento na força e função muscular, assim como em parâmentros metabólicos nos grupos.

Fonte e momento da ingestão de proteínas

Cinco estudos detalharam o tempo específico de ingestão de proteína e quatro desses ensaios discutiram um foco especificamente na proteína animal. Foi oferecido ao grupo intervenção, de dieta hiperproteica e hipocalórica com atividade física, cerca de 1,4g por kg de peso ao dia, sendo que metade era apenas fonte animal, em uma refeição por 2 horas. Neste grupo, observou-se que a taxa de massa magra continuou estável enquanto o grupo com apenas intervenção dietética apresentou perda de massa magra. Em outros estudos, o grupo intervenção recebeu uma distribuição quase igual de proteína em todas as refeições (30g de proteína em cada refeição). Como resultado, a distribuição equilibrada levou ao aumento da massa muscular e síntese, assim como o aumento do status funcional dos indivíduos.

Aumento da proteína usando suplementos de proteína ou substitutos de refeição

Cinco ensaios utilizaram suplementos proteicos a base de soro do leite ou substitutos de refeição, além de alimentos fontes de proteína. Um deles estudou os efeitos de um suplemento enriquecido com aminoácidos essenciais em comparação a um suplemento padrão, ambos restritos a 1250 kcal ao dia. A ingestão de proteína dos dois grupos foi de quase 30% do valor energético diário, apresentando perda de peso semelhante nos dois grupos, com maior sintese de proteína muscular observada no grupo intervenção.

Outro ensaio foi feito comparando um grupo intervenção com maior ingestão de proteínas composta por alimentos e suplementos, que totalizaram 30% das calorias diárias  e um grupo com ingestão de proteínas somente de alimentos, totalizando 18% das calorias diárias. Observou-se que a perda de peso permaneceu semelhante nos dois grupos, porém a preservação de massa magra foi significativamente maior quando a ingestão de proteína excedeu as recomendações (grupo intervenção), principalmente entre indivíduos mais velhos do sexo feminino.

Em relação ao substitutos de refeição, Haywood et al. estudou os efeitos do uso de um “shake substituto de refeição” hipocalórico e hiperproteico (>30% do valor energético diário) em comparação a uma dieta hipocalórica, com redução de 500 kcal/dia e 30% de proteína. Os dois grupos foram submetidos a sessões de exercícios, perderam peso e um pouco de massa magra. O segundo grupo, com dieta muito baixa em calorias apresentou perda acentuada de massa óssea e melhora nos níveis séricos de determinados nutrientes, como a vitamina D.

Murphy et al. testou um shake de whey como parte da ingestão diária de 25% de colorias, destribuídas ao longo do dia, com restrição de 300 kcal/dia e combinação de exercícios de resistência, no grupo controle foi oferecida uma batida normocalórica e normoproteica, com ingestão concentrada durante a tarde. Observou-se que a síntese de proteína muscular melhorou somente no grupo intervenção, mesmo associado a restrição calórica.

DISCUSSÃO

Esta revisão constatou que em ensaios que incluiram a ingestão de componentes com o nivel de proteína acima das recomendações a RDA (> 0,8 gramas por kg de peso ao dia) as taxas de massa magra, principalmente muscular, apresentaram um aumento considerável, além da melhoria do status funcional. A perda de peso foi promovida pela restrição calórica em alguns casos, acompanhada também de melhorias metabólicas e funcionais. Quando a ingestão proteica foi associada a exercícios de resistência, mesmo durante o processo de emagrecimento, as taxas de massa magra foram preservadas e houve aumento na síntese de proteína muscular.

Muitas pesquisas apontam não somente a importância da adequação da ingestão proteica, mas também sua distribuição ao longo do dia, variando de 20 a 30 g por refeição, nos períodos pós treino e antes de dormir, para ação efetiva na síntese muscular. Outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores foi a fonte proteica: origem animal e vegetal e sua efetividade na preservação e síntese muscular, e concluíram que a proteína animal exerce efeitos positivos na força, função e massa muscular.

A proteína do soro do leite, administrada através de suplementação, em doses de 20 a 25g, uma ou duas vezes durante o dia, mostraram melhorar de forma independente a síntese proteica muscular de indivíduos mais velhos, além de apresentar bons índices de preservação muscular ao longo do processo de perda ponderal, com melhor desempenho funcional. Especificamente, os aminoácidos essenciais de cadeia ramificada, como a leucina, podem ser importantes.

CONCLUSÃO

Por fim, considerando que as recomendações para essa faixa etária não se mostraram suficiente para atender as necessidades metabólicas durante a perda ponderal dos indivíduos estudados, os autores concluem que a ingestão de concentrações maiores de proteínas e suplementos a base do soro do leite são componentes necessários durante intervenções que objetivam a perda ponderal em pessoas obesas com mais de 60 anos, para a promoção da preservação tanto de massa magra quanto do status funcional.


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